"A necessidade de pertencer a si … vulnerável."
Psicologia · Fenomenologia Existencial

O encontro com o
ser que você é.

Um espaço de escuta cuidadosa, onde a vida pode fluir e novas possibilidades se revelam.

10+anos de prática clínica
CampinasLivance · Vila Itapura
Erika Rossi
CRP 06/119582
Erika Rossi
Sobre mim

Olá, seja bem-vindo.

Sou Erika Rossi, esposa, mãe e psicóloga, formada pela Unaerp — Universidade de Ribeirão Preto desde 2013, com formação em Fenomenologia pelo Centro Existere, em Campinas, SP. CRP 06/119582.

Quem me acompanha há algum tempo sabe que costumo “ir ao balcão”. A vida é fluída, é movimento — e, por vezes, é importante saber improvisar, porque a coisa mais permanente na vida é a mudança.

Entre o que planejamos e o que de fato acontece pode existir uma distância enorme. É por isso que a possibilidade de ser mais flexível é sempre bem-vinda. O termômetro é você.

Os fenômenos se revelam ao ser, sempre dotados de uma essência — o ser-em-si. É se permitir e desvelar novos caminhos e diversas possibilidades frente ao existir: e o resultado pode ser muito melhor que o plano inicial.

Estou à disposição para ajudá-lo a explorar seu potencial, alcançar o bem-estar e o crescimento pessoal.

Com carinho,
Erika Rossi

A Abordagem

O que é Fenomenologia Existencial?

É um ramo da psicologia onde buscamos alcançar o sentido da existência humana em sua totalidade, permitindo a abertura de possibilidades para a construção do Ser — a ressignificação de vivências e a autonomia para fazer escolhas, a partir da autenticidade e do autoconhecimento.

Autenticidade

Coincidir com aquilo que se é, sem rótulos nem máscaras.

Autoconhecimento

Compreender a própria essência e o sentido das vivências.

Possibilidade

Abrir caminhos para o vir-a-ser, escolher e ressignificar.

Erika Rossi
Reflexões

A Angústia de SER

frente aos desafios da paralisia cerebral e seus desdobramentos sociais

A angústia, segundo Heidegger, é a sensação do nada. É como um sentimento sem objeto. E na vida temos várias aflições — sobre trabalho, carreira, realizações pessoais. Aflição é aquilo que você tem que fazer.

Por que faço o que faço? Por que não quero ser descartável? O que nos faz sentido? O que nos motiva a fazer algo?

O fato é: fazer o melhor que se puder, enquanto não se pode fazer melhor ainda. A vida era mais simples antigamente. Hoje, frente à pandemia, vivemos a hora da pressa — pressa para recuperar o tempo adormecido — e não a hora da velocidade.

Fazemos as coisas apressados. Não temos tempo porque temos muitas distrações, o que não nos deixa conectados. Lá atrás tínhamos paciência, compassividade. A pressa nos exclui a possibilidade de fluir. Vivemos sem notar, e às vezes chegamos a um lugar onde não gostaríamos de estar.

A felicidade pode ser interpretada como o resultado da diferença entre realidade e expectativas — um cálculo subjetivo. O tempo do cálculo é a chave de acesso à realidade. O que eu quero, ou o que espero, suporta a possibilidade da temporalidade?

Talvez a resposta seja buscar o fundamental. E o fundamental é o que te ajuda a chegar no essencial. Fundamental é ser você frente aos desafios de uma dificuldade ou até de uma deficiência, seja ela de qualquer natureza.

Neste sentido, a família tem papel fundamental. A família é símbolo de acolhimento ao novo, à angústia do não saber. Angústia? Claro. Mas o não saber nos abre a possibilidade de ser, de nos reinventar, de ser essencial.

A felicidade não é um lugar onde você chega — são momentos em que nos deixamos fluir.

Hoje, a utopia é o ainda não. É a esperança que mora no ainda, porque aquilo que eu desconheço é a minha melhor parte. O ainda não é muito melhor do que o nunca mais.

— Conte-me sua história?

Claro. Fui diagnosticada aos 3 anos. Diplegia espástica. Anoxia cerebral. Nasci assim, de cinco meses e 600 gramas.

— Não… digo sua história, sua verdadeira história.

E aí está uma questão simples e complicada: como falar da gente?

Sempre fui uma pessoa determinada. Minha vida sempre foi: viajar, ouvir uma boa música, ler, trabalhar, estudar línguas, entender de gente, cair e levantar, e o melhor de tudo — receber o carinho de pessoas sensacionais. Apesar da minha limitação física, vivo com muita determinação para superar as dificuldades do dia a dia.

Encontrei a felicidade quando entendi que, por mais imperfeita que eu seja, sou perfeita como tinha que ser.

E meu pai Miceno foi fundamental, assim como minha avó Efigênia e a minha tia Fabiana. Família sempre é. Quando a família da criança deficiente se sente parte do processo e não responsável por ele, a coisa flui.

Eu tinha 6 anos quando decidi que queria um patins de Natal. Meu pai comprou — de quatro rodinhas, pra facilitar. E sabem como eu andava? No tapete da sala, segurando a mão do meu pai. Mas eu andava sim. Meu pai lia pensamento. E eu acredito nisso.

Acredito do fundo do coração que a minha vida não tem limites. E quero que você sinta a mesma coisa em relação à sua vida, quaisquer que sejam seus problemas.

A vida não tem controle remoto: é você quem tem que levantar e mudar.

Podemos optar por dar importância apenas às decepções e insistir em enfatizar falhas e deficiências. Ou, ao contrário, quando tivermos de encarar períodos difíceis, podemos aprender com a experiência e seguir em frente, assumindo a responsabilidade pela nossa própria felicidade.

Pertencer e SER

Ser de SI: fazer parte de; ser parte do domínio de SER quem se é, à disposição de se expor, de se expressar, de correr riscos e fazer coisas que não se tem controle sobre os resultados, mas que se revela como componente essencial para nossas realizações e desenvolvimento, do vir a ser. E de fato, ser corajoso para ser quem você é de fato, vivenciar sensações intensas, as quais dão sentido para a nossa vida . A necessidade de pertencer a si é algo curioso.

Lidar com a vulnerabilidade as vezes é anestesiá-la a partir do momento em que esperamos um retorno do médico, de uma resposta, uma ligação, ajudar, ser ajudado, ser demitido, demitir alguém, tomar decisões, é ser vulnerável.

A Vulnerabilidade

O que é desafiador, é que não conseguimos de fato lidar com o que somos e simplesmente anestesiar emoções. Aqui está a vulnerabilidade, lá está a dor, a vergonha, lá esta o desapontamento e não querer sentir o que de fato faz sentido, e entrar em um ciclo vicioso de angústia, depressão. E não é ruim e nem bom, as coisas as vezes apenas são como são. Por que neste sentido anestesiamos a alegria, a essência e fazemos tudo o que é certo, se tornar incerto, e dizer; eu estou certo você errado, pois o mais vulnerável, é o errado.

A abertura de possibilidades para entender que não podemos prever emoções, não podemos ter o controle, e querer que a vida seja de todo perfeita; é mais fácil transformar o que somos e não que somos, como fazer centenas de cirurgia plástica, procedimentos estéticos são coisas ótimas, até o ponto do equilíbrio, até não anestesiarmos as emoções, como uma forma de descarregar a dor e o desconforto, uma vez que escolhemos não entender o que somos em essência, e ser vulnerável significa se expor às diversas situações, que podem até ser dolorosas e desconfortáveis mas que nos trazem a consciência de nos mesmos, em essência, do ser-em- si e ser -no- mundo.

Mas envolvem também uma aceitação profunda e sincera de si mesmo, com todos os seus erros e acertos. É fazer coisas de todo o coração, sem garantias, sem um “ter que ser”, e que de fato, nos traze a crises, ou a um despertar de vir a ser o que se é .

E é isso o que torna a nossa vida mais bonita ainda: permitir-se arriscar e ser, em todas as suas formas. Ser vulnerável é desafiador, mas é muito mais desafiador, assustador e até mesmo perigoso chegar ao fim da vida e ter que se perguntar: e se eu tivesse arriscado? E se eu tivesse dito que amava? Se Arrisque-se, exponha-se. Deixar ser visto é deixar ser quem somos em essência. O despertar vale muito.

E é isso o que torna a nossa vida mais bonita ainda: permitir-se arriscar e ser, em todas as suas formas. Ser vulnerável é desafiador, mas é muito mais desafiador, assustador e até mesmo perigoso chegar ao fim da vida e ter que se perguntar: e se eu tivesse arriscado? E se eu tivesse dito que amava? Se Arrisque-se, exponha-se. Deixar ser visto é deixar ser quem somos em essência. O despertar vale muito.

Deixar ser visto é deixar ser quem somos em essência. O despertar vale muito.
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